Comer: da intenção à digestão

Comer é um processo inato (aprendemos a engolir ainda no útero) e aparentemente simples. O bebê ao nascer instintivamente procura pelo seio materno para suprir suas necessidades fisiológicas, com o passar do tempo os músculos envolvidos na alimentação (lábios, língua, bochechas, dentes, palato duro e mole, esôfago e estômago) vão se desenvolvendo e maturando-se e se antes ingeríamos apenas os líquidos, aos poucos é ofertado pastoso, sólidos macios e finalmente os sólidos. Interessante perceber que a introdução alimentar começa a acontecer com aproximadamente seis meses de idade (justamente quando começam a aparecer os primeiros dentinhos).

                A alimentação pode ser definida como o ato de levar o alimento da boca até o estômago e podemos dividi-las didaticamente por etapas. A primeira etapa é a INTENÇÃO e tem relação com a nossa cognição, pois é por meio do olfato e visão que identificamos o alimento, acessamos nossa memória e despertamos a vontade ou não de comer determinado alimento.

Em seguida a comida é levada até a boca e nessa fase os músculos são ativados e exercem sobre o alimento uma série de atividades para que o mesmo seja preparado para ser conduzido até o estômago. Nesta fase o alimento mistura-se com a saliva, os dentes trituram-no e por meio da propulsão da língua é conduzido até o tubo (esôfago), para que finalmente chegue até o estômago para ser digerido.

                Dessa forma é possível perceber que o ato de alimentar-se exigem conexões e atividade cerebrais que ativam centros de controle cognitivo e musculares. Quando a área central (do cérebro) ou periférica (do músculo) é afetada pode causar problemas e distúrbios em uma ou mais etapas da alimentação.

                Se este é o seu caso acompanhe os próximos posts e saiba que o profissional fonoaudiólogo pode lhe auxiliar.


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